O TRABALHO PREVENTIVO
Uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo possibilite que o velho tenha a qualidade de vida, a aceitação e a inserção na família e na sociedade.
Segundo Guite Zimerman (2000), a estimulação é o melhor meio para diminuir os “efeitos negativos do envelhecimento e levar as pessoas a viverem em melhores condições”.
Para a autora, a estimulação não se refere unicamente e apenas aos exercícios físicos, mas também à alimentação saudável, a um espaço para lazer, ao bom relacionamento familiar, enfim,
“(...) estimular é criar uma postura de busca constante, de realizar atividades, de sentir-se alguém (...) para ser parte integrante e ativa de seu grupo. É incentivar a busca de satisfação nas realizações do dia-a-dia, a fim de ampliar o mundo interno e externo, tornando-se satisfeito, ajustado, valorizado e integrado, para que não seja um peso para si, para sua família e para a sociedade.” (p. 134).
Portanto, é preciso investir numa melhor qualidade de vida, pois, ao contrário do que se pensa, os idosos podem e devem manter uma vida ativa.
Melhor qualidade de vida deve incluir: boa alimentação, exercícios físicos e recreativos, espaço próprio que permita independência na arrumação e disposição dos móveis, espaço para os "guardados" , espaço de acolhimento e escuta pelos membros familiares e, principalmente, a aceitação do envelhecimento e respeito às limitações decorrentes dele.
Para Bosi (1994), é fundamental ao velho rememorar o passado, pois que o envelhecimento
abre um possível período de florescimento da pessoa social, o acesso a um
"saber" feito de experiência e acompanhado de lúcida indulgência.
O velho, que já viveu quadros de
referência familiar e cultural, tem a função social de rememorar o passado para
que este entre de modo constitutivo no presente, revivendo o que se perdeu, as
tradições, as histórias que participou, além de presentificar o que está
ausente, reavivando e rejuvenescendo aquele que rememora e seu ouvinte.
A memória alarga
o presente e é guardiã da tradição, unindo o começo ao fim. Ao não permitir ao
velho mostrar a competência específica
da memória, ele perde a sua função, se retrai de seu lugar e função social e
isto acaba por empobrecer a todos.
A PSICOTERAPIA
Uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo possibilite que o velho tenha a qualidade de vida, a aceitação e a inserção na família e na sociedade.
Segundo Guite Zimerman (2000), a estimulação é o melhor meio para diminuir os “efeitos negativos do envelhecimento e levar as pessoas a viverem em melhores condições”.
Para a autora, a estimulação não se refere unicamente e apenas aos exercícios físicos, mas também à alimentação saudável, a um espaço para lazer, ao bom relacionamento familiar, enfim,
“(...) estimular é criar uma postura de busca constante, de realizar atividades, de sentir-se alguém (...) para ser parte integrante e ativa de seu grupo. É incentivar a busca de satisfação nas realizações do dia-a-dia, a fim de ampliar o mundo interno e externo, tornando-se satisfeito, ajustado, valorizado e integrado, para que não seja um peso para si, para sua família e para a sociedade.” (p. 134).
Portanto, é preciso investir numa melhor qualidade de vida, pois, ao contrário do que se pensa, os idosos podem e devem manter uma vida ativa.
Melhor qualidade de vida deve incluir: boa alimentação, exercícios físicos e recreativos, espaço próprio que permita independência na arrumação e disposição dos móveis, espaço para os "guardados" , espaço de acolhimento e escuta pelos membros familiares e, principalmente, a aceitação do envelhecimento e respeito às limitações decorrentes dele.
Para Bosi (1994), é fundamental ao velho rememorar o passado, pois que o envelhecimento
abre um possível período de florescimento da pessoa social, o acesso a um
"saber" feito de experiência e acompanhado de lúcida indulgência.
O velho, que já viveu quadros de
referência familiar e cultural, tem a função social de rememorar o passado para
que este entre de modo constitutivo no presente, revivendo o que se perdeu, as
tradições, as histórias que participou, além de presentificar o que está
ausente, reavivando e rejuvenescendo aquele que rememora e seu ouvinte.
A memória alarga
o presente e é guardiã da tradição, unindo o começo ao fim. Ao não permitir ao
velho mostrar a competência específica
da memória, ele perde a sua função, se retrai de seu lugar e função social e
isto acaba por empobrecer a todos.
A imagem estereotipada da velhice perpassa a evolução das técnicas
psicoterápicas desde o seu surgimento. A visão de Freud [1912] (citado por
Zimerman, 2000), p.207) acerca da psicoterapia no velho reflete-se no seguinte
parágrafo:
A idade dos pacientes tem assim essa grande importância no determinar sua
adequação ao tratamento psicanalítico, que, por um lado, perto ou acima dos 50
anos a elasticidade dos processos mentais dos quais depende o tratamento via de
regra se acha ausente (...).
Quinze anos após Freud ter realizado este comentário sobre a psicoterapia
psicanalítica do idoso, Karl Abraham (citado por Cordiolli, 1993, p. 421)
publicou um artigo contrário a Freud, sobre a aplicabilidade do tratamento
analítico em idosos.
Comentava que a idade da neurose, em termos de prognóstico, é
mais importante do que a idade do paciente.
Pollock (citado por Cordiolli, 1993), acredita que a idade avançada, por
si só, não exclui um tratamento psicanalítico. Afirma que a meta de um
tratamento é fazer com que mais pessoas possam ter um presente e um futuro mais
criativos e vivam uma vida satisfatória. Isto pode ocorrer em indivíduos que
estejam na maturidade, na juventude ou na velhice.
Segundo Gallo (1990), no campo do atendimento psicológico durante muito
tempo prevaleceu a suposição de que nada havia a se fazer pelo velho, já que
durante a vida da pessoa houve um acúmulo de problemas mal resolvidos que, diante
de uma expectativa de sobrevivência, não se recomendava uma psicoterapia longo
e de profundidade.
Até hoje vemos que há preferência entre psicólogos por tratamentos mais
breves e centrados no problema, talvez temendo a eventual morte do paciente
interrompendo o trabalho antes de seu final, resultando isso num certo
“desperdício”. Como alternativa há então
os atendimentos que se enquadram como “psicoterapia suportiva” em oposição às
terapias de “esclarecimento”. Aquelas
podem ser oferecidas ao longo de um tempo indeterminado, sem a exigência de uma
periodicidade rígida e sem muito planejamento, possibilitando um apoio afetivo
e oportunidade de interação e reflexão que podem levar ao idoso, psiquicamente
saudável, a explorar seus potenciais e assim leva-lo a melhores condições de
redimensionar suas possibilidades existenciais, projetos, expectativas e
demandas e a aceitar suas limitações.
Uma advertência feita por Zimernam nos parece bastante importante.
Trata-se da compreensão do termo
psicoterapia, que tem um “largo leque de significações que se estendem desde um
simples ‘apoio’ até um sofisticado tratamento psicanalítico’” (p.208). A sugestão é distinguir ação psicoterápica de
psicoterapia propriamente dita. A primeira pode ser obtida por vários meios,
por profissionais e pessoas sem muita especialização na área da Psicologia incluindo aí o clínico, o amigo, o
atendente, algum membro familiar, etc), enquanto que a segunda requer maior
formalização, profissionais treinados e manejo teórico-técnico.
Entretanto, qualquer modalidade de psicoterapia, entre os vários tipos
possíveis, requer alguns requisitos como o “gostar de velhos de forma autêntica
e sincera”, “servir de continente da carga de sentimentos depositados pelo
velho no terapeuta”, “disponibilidade”, “colocação de limites”, entre outras
condições.
Referências: as mesmas do trabalho teórico sobre o Envelhecimento
Referências: as mesmas do trabalho teórico sobre o Envelhecimento
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